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Degustação Don Emmanuel Anunnaki Ki

  • Foto do escritor: Silvio Faria
    Silvio Faria
  • 1 de mai. de 2025
  • 3 min de leitura

O Don Emmanuel Anunnaki Ki é um charuto de fabricação na República Dominicana, com blend assinado pelo renomado Master Blender Eladio Diaz, com mais de 60 anos de experiência tendo em seu currículo a atuação à frente por mais de 37 anos da produção dos blends da Davidoff Cigars, uma das marcas mais renomadas no cenário de charutos premium.

A linha Don Emmanuel Anunnaki se inspira na mitologia suméria, atribuindo os nomes das bitolas como referência as divindades ligadas à criação do mundo e ao equilíbrio cósmico. A bitola Ki, no formato Robusto, faz alusão à deusa da Terra, representação do mundo material, da fertilidade e da base da existência. Já a bitola Anu, no formato Toro, remete ao deus dos céus, figura máxima do panteão sumério, símbolo da ordem superior e da transcendência. Ao unir esses dois polos — o terreno e o celestial — a linha propõe uma experiência de fumada que dialoga com essa dualidade, em formato, tempo e complexidade.



Origem: República Dominicana

Fortaleza: Média

Capa: Tabaco dominicano

Capote: San Andrés mexicano

Miolo: Blend com 7 tabacos dominicanos

Bitola: Ki (Robusto)

Anel: 50

Tamanho: 127mm

Tempo de fumada: 1 hora



A fumada a frio do Don Emmanuel Anunnaki Ki apresenta notas amargas discretas, com percepção de tabaco fermentado e leve presença vegetal. Após o acendimento, o fluxo é aberto, porém se mantém dentro de um padrão técnico adequado, permitindo boa ventilação sem comprometer a densidade da fumaça.

No primeiro terço, os sabores predominantes remetem a castanhas secas e couro, com um leve componente herbal perceptível em retrogosto. A produção de fumaça é abundante e com textura cremosa, o que contribui para uma boa percepção tátil no palato. A queima segue regular e a cinza demonstra boa compactação, indicando consistência na construção. Com o avanço da fumada, um amargor progressivo se torna mais evidente, sinalizando uma transição gradual no perfil sensorial à medida que se aproxima o segundo terço.



No segundo terço, o perfil sensorial mantém a presença das notas de castanhas secas e do toque herbal, que seguem perceptíveis de forma equilibrada. A principal transição ocorre com o surgimento de um tostado mais evidente, que se estabelece como nota dominante no palato médio. Esse componente tostado contribui para maior estrutura da fumada e atua suavizando a percepção de amargor que se manifestava no terço anterior. A textura da fumaça permanece cremosa e volumosa, e a combustão segue estável, com manutenção da cinza firme e anéis de queima bem definidos. O fluxo continua consistente, permitindo uma experiência uniforme sem necessidade de correções.



No terceiro terço, observa-se uma redução perceptível no amargor, contribuindo para uma experiência de finalização mais equilibrada. As notas de castanhas secas e do tostado se mantêm presentes, sustentando a base do perfil sensorial. A essa altura, surgem novos elementos que não haviam se manifestado nos terços anteriores, como uma pimenta preta sutil no retrogosto e notas escuras de cacau e chocolate amargo, que adicionam profundidade ao conjunto. A fumaça continua densa e cremosa, e o fluxo permanece estável até o final. A transição entre os terços se mostra bem estruturada, encerrando a fumada com complexidade progressiva e boa persistência no palato.


Avaliação pessoal: Nota 8,0

Fumaria de novo: Sim


Local da degustação: Mônaco Lounge

 
 
 

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